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Baixa emissão de carbono: SPIC é reconhecida com Selo Ouro
Máxima classificação conferida pelo Programa Brasileiro GHG Protocol atesta qualidade e transparência nos dados sobre emissão de gases de efeito estufa Pelo terceiro ano consecutivo, o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) da SPIC Brasil obteve o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG). O selo é desenvolvido pelo FGVces e WRI, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), World Business Council for Sustainable Development (WBSCD) e 27 empresas fundadoras. A pontuação máxima reconhece os inventários completos e verificados por organismos independentes, demonstrando qualidade e transparência nos dados e atendendo às boas práticas de mercado. No ano de 2023, somando as atividades em sua sede administrativa e operações de geração de energia, SPIC Brasil reportou pouco mais de 241 toneladas fruto das emissões diretas de gases de efeito estufa (escopo 1) e dos lançamentos decorrentes da compra de energia (escopo 2).  A maior fonte de emissões da companhia foi relacionada à combustão móvel dentro do escopo 1, ou seja, as emissões de GEE provenientes da queima de combustível de veículos, como carros, motocicletas, caminhões, tratores, ônibus, empilhadeiras etc. Engajamento para setor de energia com baixa emissão de carbono Embora seja pouco intensivo em emissões de GEE se comparados a outros setores produtivos, o segmento de eletricidade e gás, com 46 empresas, foi o terceiro com maior participação no ciclo 2024 do PBGHG, perdendo apenas para o de transporte e a indústria de transformação. Segundo dados do programa, o setor está em 4º em volume de emissão  de carbono no escopo 1, respondendo por cerca de 6,5% do total reportado no ciclo 2024.  Processo para ter uma geradora de energia mais sustentável Para Roberto Monteiro, Diretor de Comunicação e Relações Institucionais da SPIC Brasil, ter o inventário auditado por terceira parte, como preconiza o Selo Ouro, é um método que proporciona diversos olhares sobre os processos internos e aumenta a possibilidade de ajustes.  “Desde 2022, a SPIC Brasil vem evoluindo em seu inventário ao investir em processos de captura dos dados, incluindo a automatização, sistemas de controle e precisão. Assim conseguimos mapear quais são os pontos de melhoria e que exigem nossa atenção em relação às emissões”, reforça Monteiro. Somando todos os seus ativos, a SPIC possui uma capacidade instalada no Brasil de aproximadamente 4 GW (3.844,2 MW), podendo abastecer mais de 13 milhões de residências. Mesmo sendo uma companhia de capital fechado, a empresa também reporta regularmente seu Relatório de Sustentabilidade seguindo os mais altos padrões de governança, baseando-se na norma ISAE 3000 e em conformidade com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI).  “Junto com o inventário e o relatório GRI, podemos detalhar avanços e caminhos para promover a transição energética e as prioridades da estratégia de sustentabilidade da companhia”, conclui Monteiro.
Programa Geração Inovação 2024: conheça os selecionados
Inteligência artificial, sensores inteligentes e modelos de navegação em 3D são algumas das soluções apresentadas pelos parceiros selecionados de 2024. Iniciativa investirá cerca de R$ 8 milhões nos projetos de inovação   Quatro projetos foram selecionados na terceira edição do programa Geração Inovação, que visa impulsionar um salto tecnológico no setor elétrico. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 8 milhões nos projetos. Os projetos se propõem a desenvolver soluções de Inteligência Artificial (IA), soluções em sensoreamento inteligente e predição de falhas, digitalização de modelos de navegação em 3D criando gêmeos digitais, dentre outros benefícios operacionais.  O programa Geração Inovação é uma iniciativa da SPIC Brasil, como parte da Chamada Pública do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).  A edição de 2024 buscou detectar soluções que que colaborem para maior eficiência operacional para a Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, situada entre as divisas dos estados de MG e GO e operada pela SPIC Brasil, que, desde 2020, passa por investimentos de modernização que somam mais de R$ 1,2 bilhão.  Selecionados Geração Inovação 3ª edição Confira abaixo os parceiros e projetos selecionados nesta nova edição do Geração Inovação:    Tech Plus - iMachine Oil  A Tech Plus propôs um projeto para monitorar em tempo real a qualidade do óleo hidráulico dos equipamentos da UHE São Simão. Os dados serão enviados para um software na nuvem, que usará Inteligência Artificial para identificar problemas e criar relatórios visuais.  Voith Hydro - Correlação entre a cavitação e perda de massa em turbinas Francis da UHE São Simão  A Voith Hydro propôs monitorar em tempo real a cavitação em uma turbina da UHE São Simão. O objetivo é relacionar as indicações do sistema com a perda de material no rotor da turbina.  Cortês e Simworkx – DIGIDAM-SPIC - Modelagem BIM para O&M  A Cortês e a Simworkx propõem um sistema digital em nuvem para gerenciar operações e manutenção, usando tecnologia BIM. Isso permitirá prever e resolver falhas, com navegação em modelos 3D e integração com outros sistemas.  Radix - Análise de formulários utilizando IA  A Radix propôs automatizar a análise de informações de documentos técnicos usando Inteligência Artificial. O sistema vai gerar relatórios e indicadores para auditorias e dashboards automáticos.  Inovação no setor elétrico  “Fomentar a inovação no setor elétrico é um dos nossos principais compromissos com o um futuro mais limpo e eficiente. No Geração Inovação deste ano, nosso foco está em aprimorar a eficiência operacional da UHE São Simão através da Inteligência Artificial (IA) e modelagem 3D. Esses projetos não só fortalecem nossa operação, mas também contribuem significativamente para a transição energética e a sustentabilidade no Brasil”, comenta Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil.   Nessa edição, o programa contou com mais de 70 projetos inscritos, entre startups, centros de pesquisa, universidades e empresas de base tecnológica, e deveriam propor soluções para os seguintes desafios:  Análise contínua da qualidade de óleo hidráulico  Monitoramento preditivo devido a cavitação  Navegação em BIM integrado aos dados de O&M   Análise automatizada de formulários de saúde e segurança.    Agora que você conheceu um pouco mais dos selecionados no Geração Inovação 3ª edição, veja nossas ações em prol do meio ambiente e sociedade no Relatório de Sustentabilidade 2023. 
Relação comercial entre Brasil e China: diversificar exportações com produtos de excelência e sustentabilidade é missão do país para os próximos anos
Presidente em exercício falou durante a Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), que contou com a participação de um dos principais economistas chineses da atualidade O Brasil comemora 50 anos de relações bilaterais com a China. Até aqui, foram cinco décadas produtivas de aproximação, que transformaram o país asiático no principal parceiro comercial brasileiro.  Em 2023, a corrente de comércio bilateral foi de US$ 157,5 bilhões. Mas o Brasil vende para a China principalmente commodities, enquanto importa bens de alto valor agregado. Por isso, a expectativa do lado brasileiro, para os próximos anos, é de diversificação da pauta de exportações e de reindustrialização do país com ajuda do capital chinês. Esses foram alguns dos principais pontos discutidos na edição de 2024 da Conferência Anual do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), realizada em São Paulo. O evento contou com a participação (online) do Presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, e de um dos principais economistas chineses da atualidade, David Daokui Li, além de líderes empresariais e autoridades de ambos os lados. Neoindustrialização com diversificação de exportações “Queremos neo-industrializar o Brasil, adensar as cadeias produtivas”, afirmou Alckmin. Segundo ele, o governo atual está empenhado em avançar ainda mais em comércio e investimentos recíprocos com a China, e citou como oportunidades os projetos do Novo PAC em áreas de infraestrutura, como ferrovias, rodovias, portos e energia. Alckmin falou também do programa Nova Indústria Brasil (NIB) e dos ganhos que a Reforma Tributária deverá trazer para a economia brasileira.  “Vai impulsionar a indústria e trazer investimentos a mais em exportação. Há um estudo do Ipea que mostra que só com ela podemos ter aumento de 12% do PIB, de 14% em investimentos e de 17% nas exportações”, disse.  Brasil: destino de investimentos Na avaliação de Li, o economista chinês, a expectativa tem razão de ser. Uma das vozes mais respeitadas internacionalmente quando o assunto é a economia chinesa, ele descreveu as dificuldades enfrentadas atualmente pela China no campo econômico. Mas se mostrou confiante na retomada do crescimento, puxado por um aumento do consumo doméstico, que pode ser benéfico para o Brasil. “A economia chinesa passa por um inverno”, afirmou. “Mas o governo está muito ciente do problema e lançou uma série de reformas”, afirmou. A solução, no curto prazo, passa por uma reforma fiscal que devolva a capacidade de investimento às providências chinesas, a partir da emissão de títulos de dívida pelo governo central, cujo endividamento corresponde a apenas 26% do PIB, segundo ele. No médio e no longo prazo, é necessário aumentar a capacidade de inovação do país, para enfrentar restrições tecnológicas impostas por competidores como os Estados Unidos, e conceder incentivos para a população consumir mais e viver melhor. “O aumento do consumo chinês vai demandar mais produtos importados”, afirmou, o que abre oportunidades para o Brasil. Segundo Li, muitos empresários e dirigentes de estatais chinesas têm avaliado oportunidades de investir em fábricas em outros países. É uma forma de buscar condições mais favoráveis de produção e de fugir da forte concorrência interna no mercado chinês. “O Brasil certamente será um grande destino de investimentos nesse processo”, diz Li. Qualidade e sustentabilidade Na avaliação do Embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, o desenvolvimento conjunto sempre foi uma característica inerente das relações bilaterais. Os resultados positivos do relacionamento com a China se devem ao fato de que, “ao longo dos últimos 50 anos, os dois países entenderam o desenvolvimento conjunto como objetivo primordial e enxergaram o progresso do outro como oportunidade para si próprios”. Atualmente, ele identifica oportunidades em áreas como economia verde, economia digital, inteligência artificial (IA), indústria aeroespacial e saúde. “Vamos tornar a alta qualidade e a sustentabilidade as palavras que definem a cooperação sino-brasileira desta nova era”, disse Qingqiao. Para o Embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, Presidente do CEBC, não há dúvidas de que a percepção dominante é a de que o meio século de cooperação entre os dois países deixou um saldo amplamente positivo. “Mesmo tendo como pano de fundo a instabilidade nas relações internacionais, no mundo em transição acelerada em que vivemos desde o fim da Guerra Fria”, afirmou. No ano passado, por exemplo, as exportações brasileiras para a China superaram os US$ 100 bilhões. Os investimentos chineses no Brasil, nos últimos 17 anos, alcançaram mais de US$ 70 bilhões, em cerca de 250 projetos. Neste ano, até julho, as exportações brasileiras já estavam 7,4% acima das registradas no mesmo período de 2023, caminhando para um novo recorde. A questão é, a partir de agora, desenvolver uma relação que continue a ser benéfica para os dois países nos próximos anos, avaliou o Secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Eduardo Saboia. “Precisamos promover a exportação de produtos e serviços brasileiros de maior valor agregado, por meio de ações que explorem as complementaridades existentes e expandam as relações comerciais para áreas ainda mais diversas”, afirmou. Visão empresarial O setor privado é otimista em relação ao futuro da parceria entre os dois países. Representantes de grandes empresas dos dois países presentes no evento debateram as oportunidades e os desafios das relações bilaterais em dois painéis. “Quando o poder público e a indústria olham na mesma direção, não há como parar o desenvolvimento do Brasil. Hoje temos produtos de qualidade, capacidade de inovação e a disposição de estabelecer parcerias para induzir a transformação da indústria”, afirmou Gustavo Niskier, Diretor de Assuntos Internacionais da Vale, que citou como exemplo de produto inovador o briquete de minério de ferro, desenvolvido pela empresa no Brasil. Segundo ele, a China é não apenas o principal mercado da companhia, absorvendo 60% dos embarques, mas também um parceiro estratégico em tecnologias para a descarbonização da produção. O mesmo acontece com a JBS. “Importamos mais de US$ 1 bi por ano. É um trabalho focado em sustentabilidade, com painéis fotovoltaicos. Temos também pauta de veículos elétricos, com entrega no curto prazo. Essa troca mútua faz com que a relação melhore cada vez mais”, diz Daniel Ávila, Diretor-Executivo da Seara, representante da companhia no evento. Participante do painel A China e a Nova Indústria Brasil, Pedro Guerra, Chefe de Gabinete da Presidência da República e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), lembrou que em todos os seis eixos de desenvolvimento da NIB, pensados como política de longo prazo, há grandes empresas chinesas envolvidas. Na área da saúde, por exemplo, há parcerias com a Sinovac. Em infraestrutura, uma série de grandes empresas chinesas estão entrando em leilões no setor de transportes, e há diferentes projetos piloto em descarbonização. “Olhando para o futuro, nos dá satisfação ver que os governos brasileiro e chinês consideram o setor aeronáutico estratégico para a relação. E isso tem se traduzindo em uma cooperação mais prática entre os reguladores no Brasil e na China”, disse Verônica Prates, Diretora de Relações Institucionais da Embraer. “Como empresa, podemos contribuir principalmente com o desenvolvimento da aviação regional na China”. Na visão de Floriano Pesaro, Diretor de Gestão Corporativa da Apex, há muito espaço para que as empresas brasileiras cresçam no país asiático. “O Brasil tem apenas 5% de participação no mercado chinês. Somos o sétimo maior fornecedor global da China, enquanto a China ocupa a primeira posição no Brasil. Mas esse é um desafio nosso”, afirma. Exportação de energia sustentável  No painel Energia e Inovação na Relação Sino-Brasileira, Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil, citou as oportunidades abertas pela transição energética. “A partir da história destes 50 anos de relação sino-brasileira, buscamos pensar e planejar a transição energética sustentável com energia verde, abundante e competitiva que os dois países necessitam. A transição energética não é apenas um desafio do Brasil e da China, mas também da humanidade. Podemos ser muito mais rápidos e eficientes na transição energética aproveitando os recursos de ambos os países se apostarmos em inovação, como o hidrogênio verde”, afirmou a executiva da empresa chinesa, que é uma das principais geradoras de energia no mundo. Huang Yehua, Presidente da CNOOC Brasil, disse que a companhia, uma das maiores petrolíferas da China, está entrando em energias renováveis, como hidrogênio e eólica offshore, e tem planos de trazer projetos do tipo para o Brasil. Mas ainda deve levar um tempo. Por hora, pretende desenvolver tecnologias mais sustentáveis para a exploração de petróleo em conjunto com empresas brasileiras e promover o adensamento da cadeia produtiva, com a atração de outros fornecedores chineses para o mercado brasileiro, disse. Para que a relação comercial entre Brasil e China possa ser desenvolvida em todo o seu potencial, principalmente em novas fronteiras tecnológicas, é preciso que o governo seja ágil em regulamentar a adoção de novas tecnologias. Rogério Zampronha, CEO da Prumo Logística, controladora do Porto do Açu, observou que o Brasil tem um enorme potencial no setor de energia renováveis, mas ainda carece de regulação. “As coisas estão caminhando, mas ainda não temos o marco do hidrogênio aprovado no Congresso e ainda precisamos caminhar com o marco das eólicas offshore. Posso assegurar que a China tem interesse e capital para aportar”, afirmou o executivo.  Segundo ele, o Porto do Açu concentra hoje os principais projetos de transição energética que estão acontecendo no país e tem se posicionado como “um pedaço da China no Brasil”, para poder aproveitar todas essas oportunidades quando elas surgirem. Jorge Arbache, economista, Professor da UnB e Membro do Comitê Consultivo do CEBC, explicou que a emergência de novas estratégias empresariais, como o powershoring, favorecem a posição do Brasil na relação com a China. Segundo ele, o powershoring é a busca não apenas de energia a preços atrativos, mas também da energia verde e, em alguma medida, protegida de questões geopolíticas. “É uma estratégia em que a energia se torna o epicentro da localização industrial”, disse, da mesma forma que a mão de obra barata levou muitas empresas a migrarem plantas industriais dos Estados Unidos para a China em décadas passadas. “Países como o Brasil estão muito bem posicionados para trabalhar com empresas locais e globais que precisam descarbonizar a produção, garantir acesso à energia e atender a condições de compliance em nível global”, afirmou Arbache. “O Brasil já tem um excedente de energia renovável importante, que pode atrair o interesse de empresas chinesas que precisam, a curto prazo, buscar soluções para a sua descarbonização” A Conferência anual do CEBC contou com patrocínio Ouro da CNOOC, SPIC Brasil e Vale, patrocínio Prata da Embraer, JBS e Porto do Açu e apoio institucional do Ministério das Relações Exteriores.
SPIC Brasil lança documentário sobre os 45 anos da Usina Hidrelétrica São Simão
Filme conta história da construção da usina e das vidas que foram transformadas com a chegada do empreendimento na região.  A SPIC Brasil lançou o documentário "UHE São Simão 45 anos: reconhecendo o passado, potencializamos o futuro", que conta a história da Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, construída a partir de 1973 e inaugurada em 1978, há mais de 45 anos.  O filme oferece uma visão envolvente e informativa sobre a construção, operação e evolução da UHE. Com imagens de arquivo raras e entrevistas exclusivas com engenheiros, trabalhadores e prestadores de serviço, o documentário ainda revela os desafios e triunfos enfrentados ao longo das décadas.  [ez-toc] Usina São Simão levou desenvolvimento  Tendo como pano de fundo a paisagem exuberante da região, às margens do rio Paranaíba, na divisa de Goiás com Minas Gerais, a produção, além de contar a história da construção da usina, fala também sobre as vidas e famílias que foram transformadas com a chegada do empreendimento, e do impacto socioeconômico local, desde a criação de empregos até o desenvolvimento de infraestrutura e serviços.  Ele destaca também o papel fundamental da UHE São Simão na geração de energia limpa e sustentável para milhões de brasileiros. Para Kélia Aparecida Silva, ex-colaboradora e primeira mulher a trabalhar na manutenção da planta, nada se compara à vivência de 28 anos que teve dentro da UHE.  “Meu filho ainda trabalha lá, meu pai foi trabalhador da usina que sempre me incentivou. A usina trouxe progresso, educação e saúde, não tem como falar em São Simão sem falar da usina”, relata.  O filme também narra a trilha de investimentos e iniciativas da SPIC Brasil na região, dando destaque aos programas de monitoramento da qualidade da água, conservação da ictiofauna, reflorestamento ciliar, educação ambiental e comunicação social com a comunidade.  Investimentos culturais Um dos projetos de destaque apresentados no documentário é o programa “Ilha da Imaginação”, que oferece, desde 2019, cursos de formação em audiovisual e técnicas de animação para crianças e adolescentes, de 8 a 17 anos, matriculados na rede pública de ensino, e oficinas itinerantes de contação de histórias que já impactaram milhares de jovens.  Sara Regina Morais foi aluna Ilha da Imaginação e hoje trabalha no projeto:  “Eu já gostava muito desenhar, sempre me vi trabalhando com desenho, mas nunca tinha pensado que, em São Simão, eu teria essa oportunidade. Eu pensava que isso era um sonho muito distante, e o ‘Ilha’ deixou tudo muito mais próximo para mim, poque era tudo que eu mais queria na minha cidade”.  Onde assistir documentário da Usina São Simão O documentário da Usina São Simão estreou em 24 de junho, dia em que a UHE São Simão completa 46 anos de operação. Você pode assistir aqui: [embed]https://www.youtube.com/watch?v=X8CEvhlXI-c[/embed] O material foi produzido pela Suplicy Produções, com roteiro de Julio Quinan, direção de Alexandre Suplicy, edição de Rony Suplicy e imagens de Alexandre e Rony Suplicy.
SPIC Brasil é uma das patrocinadoras da nova temporada da série “Na Trilha da Energia”
SPIC Brasil é uma das patrocinadoras da nova temporada da série “Na Trilha da Energia”. Série documentário será exibida a partir de 10 de julho no Canal Futura com episódios gravados em diversos países, incluindo a China Estreou, em julho, mais uma temporada da série “Na Trilha da Energia”, exibida pelo Canal Futura, com patrocínio da SPIC Brasil, via Lei de Incentivo à Cultura, e realização do Instituto Acende Brasil e Canal Azul.  Nesta terceira temporada, o ‘Trilha’ ganhou o mundo e viaja para países que são referência em geração de energia. Um dos episódios vai até a China mostrar os avanços tecnológicos no setor e como o país apresenta soluções eficientes e que contribuem para a transição energética global.  “Na Trilha da Energia” coloca em pauta temas de extrema importância, abordando desde como funciona o setor elétrico, como é feita a transmissão e distribuição de energia, apresentando fontes geradoras e os impactos socioambientais de todas essas atividades. Além de ter como pano de fundo o setor elétrico, a série faz pensar em toda cadeia evolutiva que estamos inseridos, e os desafios que temos pela frente. O programa é exibido às 21h30, no Canal Futura, com transmissão em horários alternativos: quinta-feira às 13h30, sexta-feira às 10h30, sábado às 13h30. Documentário Na Trilha da Energia A série "Na Trilha da Energia" é um documentário que apresenta os desafios e as oportunidades no Setor Elétrico Brasileiro. Os episódios anteriores abordaram como o setor funciona, como são os processos de geração, transmissão e distribuição de energia, as fontes para gerar eletricidade, e como todas as atividades do setor são consolidadas na tarifa de eletricidade paga pelos consumidores. As duas primeiras temporadas foram exibidas na TV Cultura e no Canal Futura e estão disponíveis no YouTube no link: https://www.youtube.com/@CanalAzulFilmes  Instituto Acende Brasil O Instituto Acende Brasil é um Think Tank (centro de estudos) voltado ao desenvolvimento de ações e projetos para aumentar o grau de Transparência e Sustentabilidade do Setor Elétrico Brasileiro. Baseados em números e fatos, pensamos e analisamos o setor com a lente de longo prazo, buscando oferecer à sociedade um olhar que identifique os principais vetores e pressões econômicas, políticas e institucionais que moldam o Setor Elétrico Brasil.
Campanha alerta para danos das queimadas em período de grande incidência de incêndios florestais
Campanha contra queimadas da SPIC reforça medidas e importância da prevenção, incêndios já aumentaram mais de 30% em 2024 no Brasil As queimadas, muito comuns nesta época do ano no centro-oeste brasileiro, têm gerado impactos devastadores tanto para o meio ambiente quanto para as comunidades locais. [ez-toc] Entre 1 de janeiro e 23 de junho deste ano, foram detectados 12.097 focos de queimadas no Cerrado, um aumento de 32% comparando ao mesmo período do ano passado, o maior número da série histórica do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).  De acordo com especialistas, atuação de fenômenos naturais como o El Niño, as mudanças climáticas, o aumento do desmatamento, associado – ou não – à expansão agropecuária, resultaram no aumento significativo das queimadas no Cerrado.  Consequências das queimadas Uma das consequências mais imediatas é a destruição da biodiversidade única da região, foco da campanha de 2024 da SPIC Brasil. Vastas áreas de vegetação consumidas pelo fogo resultam na perda de habitat para inúmeras espécies de flora e fauna, muitas das quais podem não se recuperar facilmente, levando a um desequilíbrio ecológico de longo prazo. Além disso, as queimadas contribuem significativamente para a emissão de gases de efeito estufa, intensificando o aquecimento global. Isso não apenas agrava as condições climáticas já adversas, como também pode impactar o ciclo de chuvas na região, afetando a agricultura e o abastecimento de água.  As comunidades locais, que muitas vezes dependem desses recursos naturais para sua subsistência, enfrentam desafios crescentes devido à deterioração das condições ambientais. Por fim, as queimadas no centro-oeste brasileiro têm implicações econômicas significativas, afetando setores como o agrícola e o turístico. A perda de terras agricultáveis e a poluição do ar devido à fumaça podem prejudicar as colheitas e desencorajar visitantes, impactando negativamente a economia regional.  Assim, as consequências das queimadas não se limitam apenas à esfera ambiental, mas permeiam todos os aspectos da vida nessas áreas vulneráveis do Brasil. Campanha contra queimadas É diante a este cenário que a SPIC Brasil, empresa responsável pela operação da Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, inicia a campanha 2024 de conscientização para as consequências das queimadas para o meio ambiente e saúde humana. A iniciativa da SPIC Brasil tem como objetivo alertar a população sobre a importância de prevenir, conservar e agir contra o problema. Boa parte dos 13 municípios mineiros e goianos que compõem a região do reservatório da UHE São Simão fazem parte do bioma Cerrado, um dos mais afetados pelas queimadas anualmente, e será impactada pelas ações de comunicação. Como comunicar incêndios O contato para denúncias de focos de incêndios pode ser feito pelo número 193, para o Corpo de Bombeiros da região, ou através do Disque Denúncia Unificado pelo 181, garantindo o sigilo das informações. Já a SPIC Brasil se mantém aberta ao diálogo por meio de seu canal Portas Abertas, que funciona por e-mail (portasabertas@spicbrasil.com.br) ou pelo telefone 0800 200 0204 (disponível de segunda a sexta, das 8h às 17h). Fonte dado sobre queimadas em 2024: https://www.gov.br/inpe/pt-br
SPIC Brasil avança em geração de energia limpa e amplia parque gerador no país
Relatório Sustentabilidade 2023 reporta que companhia atingiu capacidade instalada de aproximadamente 4 GW, com potencial de abastecer mais de 13 milhões residências A SPIC Brasil publicou a 6ª edição de seu Relatório Anual de Sustentabilidade detalhando as realizações da companhia nas frentes social, ambiental, operacional e financeira em 2023. Somando todos os seus ativos, a SPIC atingiu uma capacidade instalada de aproximadamente 4 GW (3.844,2 MW), podendo abastecer mais de 13 milhões de residências.  Atualmente, fazem parte do parque gerador a Usina Hidrelétrica São Simão, na divisa entre os estados de Minas Gerais e Goiás, dois parques eólicos na Paraíba – Millennium e Vale dos Ventos – e os novos Complexos Solares Marangatu (PI) e Panati (CE). A SPIC também é acionista do maior complexo de gás natural da América Latina, o GNA (Gás Natural Açu), em São João da Barra (RJ). “O documento relata mais um ano de conquistas no campo da sustentabilidade, em nossos projetos de expansão e modernização, além de resultados operacionais e financeiros sólidos”, declara Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil. Hidrelétrica sustentável Um dos destaques foi o avanço da modernização da UHE São Simão, iniciada em 2019 e que envolve um investimento de mais de R$ 1 bilhão ao longo de dez anos. Em 2023, foi iniciada a modernização da máquina 2, uma das principais etapas do projeto, que prevê atualizar todas as seis unidades geradoras da usina até 2029. A companhia ainda captou aproximadamente R$ 1,6 bilhão no mercado internacional chinês por meio de uma transação pioneira, que visou refinanciar a dívida adquirida na concessão da UHE São Simão a juros menores. Pacto Global da Onu A SPIC também aprofundou sua participação em fóruns internacionais, como o Fórum Ambição 2030 e SDGs in Brazil, do Pacto Global da ONU. Na ocasião foram discutidos os desafios do Movimento Transparência 100%, que incentiva as empresas a adotarem mecanismos de integridade e combate à corrupção. “Podemos dizer com orgulho que, por mais um ano, trabalhamos para estabelecer e valorizar uma cultura ética para todos em nossa empresa. Conquistas como a criação de um ambiente de comprometimento e de cooperação, incluindo também a nossa cadeia de valor”, conta a CEO. Selo Pró-Ética Como resultado desses esforços, pela primeira vez a empresa foi premiada com o selo Pró-Ética pela Corregedoria Geral da União no ciclo 2022-2023, que reconhece empresas com um Programa de Integridade sólido no combate à corrupção e na promoção da ética e da integridade no meio corporativo Mais informações estão disponíveis no relatório completo. O documento possui asseguração da Bureau Veritas baseando-se na norma ISAE 3000 (asseguração de informações não financeiras) e está em conformidade com as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), versão 2021. Também segue diretrizes do caderno setorial EUs (Eletric Utilities).
Inauguração Complexo Solar Panati: Ceará recebe empreendimento de energia renovável com 292 MWp
Na parceria entre SPIC Brasil e Recurrent Energy usina fotovoltaica vai gerar energia para abastecer, anualmente, o equivalente a 350 mil residências O Complexo Solar Panati, situado na cidade de Jaguaretama (CE), foi inaugurado nesta quarta-feira (19) pela SPIC Brasil e Recurrent Energy (“Canadian Solar”) (NASDAQ: CSIQ), desenvolvedora, proprietária e operadora global de ativos de armazenamento solar e de energia.  A inauguração contou com a presença de mais de 100 convidados, incluindo o governador do estado do Ceará, Elmano de Freitas e outras lideranças e autoridades. Continue no texto e veja e detalhes sobre o empreendimento! Capacidade para abastecer 350 mil residências com energia fotovoltaica Localizado na cidade de Jaguaretama (CE), a cerca de 240 km de Fortaleza, o Complexo Solar Panati tem capacidade instalada de 292,1 MWp / 230 MWac, 446mil módulos solares, 4.345 trackers e 1.102 inversores.  O complexo é formado por 8 subparques com potência total instalada de 292 MWp, capacidade para abastecer  350 mil residências por ano.  Ceará: destaque em energia renovável O estado do Ceará tem se destacado como um importante polo de energia renovável no Brasil e a mão de obra local foi decisiva para o sucesso da construção do Complexo Solar Panati. Durante a obra foram gerados cerca de 1.400 empregos diretos.  De acordo com o Governo do Estado, o Ceará tem capacidade instalada de energia fotovoltaica (geração centralizada) de 1.252 MW, distribuídos em 51 empreendimentos. Outros 428 empreendimentos solares estão construção ou em fase de projeto e devem gerar cerca 16.620 MW. A região é conhecida por possuir parques eólicos e fazendas solares que contribuem substancialmente para a matriz energética do país.   Contribuição da SPIC para transição energética O novo complexo no Ceará consolida a entrada da SPIC Brasil no segmento fotovoltaico. Segundo Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil, a parceria com a Recurrent Energy e o apoio recebido do BNB (Banco do Nordeste) e Sudene na frente de financiamento, bem como do Governo do Ceará e das Prefeituras de Jaguaretama e Banabuiú, foram fundamentais para a entrada da companhia no segmento solar brasileiro.  “Acreditamos no potencial do Brasil, por isso queremos aprofundar nossa contribuição para o processo de transição energética do país e construir um hub de geração renovável no Nordeste, incluindo nossas plantas solares, eólicas e prospectando novos projetos focados em fontes limpas”, reforça. Gustavo Vajda, Gerente Geral de Energia Recorrente na LATAM, acrescentou: “Esta inauguração é uma prova de nossa dedicação na construção de um futuro energético sustentável na região. Estamos orgulhosos de contribuir para o processo de transição energética do país e esperamos desenvolver mais projetos de energia limpa. Podemos impactar significativamente e de forma positiva o meio ambiente e comunidades através do poder da energia solar”.  Outros projetos sustentáveis no Nordeste Recentemente, a SPIC Brasil e a Recurrent Energy também inauguraram o Complexo Solar Marangatu, em Brasileira (PI). Junto com Panati, as unidades somam um investimento da SPIC de mais de R$ 2 bilhões, tornando-se o quarto maior complexo solar do país, com 778 megawatts.  Aproximadamente 75% da energia assegurada dos Complexos está comprometida por meio de PPAs (contratos de compra de energia) de longo prazo, e a energia restante será vendida no mercado livre. Globalmente, a SPIC é a maior geradora solar, com aproximadamente 71 GW de capacidade instalada. A inauguração de Panati e Marangatu marca a expansão do portfólio de geração de energia renovável por meio de projetos solares de grande escala em regiões com boa irradiação, como o Ceará. A SPIC também marca presença no Brasil com outros parques, usina e a Hidrelétrica São Simão, que tem um projeto sustentável para geração de energia.  No ano passado, a empresa firmou na China um memorando de entendimentos (MoU) com o governo cearense para estudar a viabilidade técnica em sistemas de geração de energia solar, parques eólicos no mar e a produção de hidrogênio verde e azul, tendo como ponto focal o Porto Pecém, na região metropolitana de Fortaleza. Expansão da SPIC no Brasil Com a inauguração dos complexos solares, a SPIC Brasil passa a contar com aproximadamente 4 GW (3.844,2 MW) de capacidade instalada de ativos em operação no país, sendo os 738 MW dos novos empreendimentos no PI e CE, correspondendo a quase 20% deste total. A Recurrent Energy, parceira da SPIC neste e outros empreendimentos, aposta na América Latina para expandir sua atuação, tendo quase 4 GW de projetos contratados, em construção e em desenvolvimento.  “Com recursos naturais abundantes e uma demanda crescente por energia limpa, a região apresenta vastas oportunidades para o desenvolvimento sustentável. Temos um foco particular no Brasil, onde a construção de 1 GW de projetos está prevista para este ano", destacou Gustavo Vadja.
Inauguração complexo solar Marangatu: SPIC e Recurrent Energy avançam em geração de energia sustentável
Juntamente com Recurrent Energy, SPIC, maior implantadora de energia solar do mundo, confirma vocação e realiza inauguração do Complexo Solar Marangatu A SPIC Brasil, subsidiária da State Power Investment Corporation of China (SPIC), e a Recurrent Energy, empresa controlada da Canadian Solar, celebraram um marco importante na geração de energia sustentável com a inauguração do Complexo Solar Marangatu, localizado na cidade de Brasileira, no Piauí. Este novo empreendimento reforça o compromisso das empresas com a sustentabilidade e a inovação no setor energético, contribuindo significativamente para a matriz energética da região Nordeste do Brasil. Capacidade energética e destinação O empreendimento tem 446 megawatt-pico (MWp) de capacidade instalada. Em equivalências energéticas, daria para abastecer cerca de 550 mil residências por ano. Entretanto, essa geração não irá abastecer residências populares, ela vai suprir a demanda de empresas intensivas em energia, já que um total de 75% da energia assegurada está comprometida através de contratos longo prazo (PPAs na sigla do setor), com o restante a ser vendido no mercado livre de energia. Mais projetos de geração de energia solar A SPIC, que já opera no Brasil com outros empreendimentos de energia em geração térmica, hídrica e eólica, agora expande sua atuação para incluir também a energia solar no portfólio. Na segunda quinzena de junho, o grupo chinês vai inaugurar outro parque solar denominado Panati. Juntos, os parques receberam mais de R$ 2 bilhões da SPIC Brasil. Neste arranjo, a SPIC detém 70% dos projetos e, a Recurrent Energy, o restante. "Queremos seguir crescendo com inovação, sustentabilidade e, muito importante, confiabilidade. O Brasil precisa de energia boa, abundante e competitiva. Encontrar condições para isso é o nosso papel”, disse a CEO da SPIC Brasil, Adriana Waltrick. Globalmente, a SPIC é o maior implementador solar, com aproximadamente 71 GW de capacidade instalada. “A SPIC cresce pelo menos 20 GW por ano. Queremos trazer no mínimo 10% disso para o Brasil”, acrescenta a executiva. Investimento em energia eólica no Nordeste A inauguração ocorre poucos dias após a SPIC anunciar R$ 780 milhões para construir um parque eólico no Rio Grande do Norte. A Recurrent Energy está em um momento de expansão na América Latina, com quase 4 GW de projetos contratados, em construção e em desenvolvimento. “A Recurrent Energy está apostando no potencial da América Latina. Com recursos naturais abundantes e uma demanda crescente por energia limpa, a região apresenta vastas oportunidades para o desenvolvimento sustentável” disse Gustavo Vajda, diretor-geral Latam da Recurrent Energy. Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2024/06/09/spic-e-recurrent-energy-inauguram-complexo-solar-no-piau.ghtml
SPIC fortalece presença no Nordeste com investimento de R$ 780 milhões em novo parque eólico
Complexo no RN é anunciado em um momento de diminuição de projetos, cortes de geração e sobreoferta de energia causada por subsídios Enquanto o segmento eólico brasileiro continua em estado de espera diante de uma crise que não permite que novos projetos saiam do papel, a SPIC Brasil, subsidiária da State Power Investment Corporation of China (SPIC) saiu na frente e anunciou investimento de R$ 780 milhões para a construção de um complexo eólico que soma 105,4 megawatts (MW) de capacidade instalada, na região de Touros, no Rio Grande do Norte. Serão 17 aerogeradores com capacidade de 6,2 MW de potência. Ao Valor, a CEO da empresa, Adriana Waltrick, disse que ainda faltam as licenças ambientais da linha de transmissão que vão escoar a energia e resolver questões fundiárias, já que a rede deve passar por 115 propriedades, mas o projeto vai caminhar assim mesmo. Por conta da pressão do acionista controlador, o governo chinês, a obra começa nos próximos dias para que o empreendimento esteja operando até 2026. A concorrência pública para definir qual será a fabricante dos equipamentos está na fase final. Crise no setor de energia eólica: na contramão Apesar do momento delicado do setor, a executiva diz que bons ativos energéticos e estabilidade regulatória, aliados à capacidade financeira e tecnológica da China, criaram as condições ideais para a SPIC no setor elétrico. “O setor de energia eólica passa, sim, por diminuição de projetos, há sobreoferta de energia no mercado e cortes de geração para todos os ‘players’, mas estamos no Brasil olhando para o longo prazo. Os primeiros pontos da curva não nos desanimam em relação ao potencial do Brasil em crescimento e vamos continuar investindo”, diz. Outro detalhe em aberto é o financiamento, que ainda está sendo negociado. A empresa prevê que 60% dos recursos sejam com capital de terceiros e os outros 40% com dinheiro próprio. A venda da energia ocorrerá por meio da comercializadora da empresa no mercado livre de energia, segmento em que o consumidor pode escolher o seu fornecedor e estabelecer contratos por fonte, prazo ou preço. De modo geral, os investidores tomam decisões de novos aportes quando já têm contratos de longo prazo para minimizar os riscos. A SPIC segue outro caminho e o desafio será encontrar os compradores, os chamados “offtakers”, já que a oferta de energia no Brasil é maior do que a atual demanda. A crise no setor eólico tem provocado um processo de desindustrialização no país. WEG e Siemens Gamesa informaram a parada temporária da linha de aerogeradores, a GE anunciou a saída do Brasil e a Nordex reduziu a produção. Por outro lado, a chinesa Goldwind está instalando sua linha de produção em Camaçari (BA). “Foi uma decisão corajosa, pois todo o setor está retraído. O investidor chinês nos cobrou sobre os contratos, mas vamos conseguir”, acredita. “A SPIC cresce pelo menos 20 GW por ano. Queremos trazer no mínimo 10% disso para o Brasil”, acrescenta Waltrick. Exportação de energia e outras soluções  SPIC cresce 20 GW por ano. Queremos trazer 10% disso para o Brasil” — Adriana Waltrick Ainda é cedo para saber se a construção de um novo complexo sinaliza um ponto de inflexão. O setor tem cobrado do governo uma política industrial para o desarranjo das cadeias produtivas. Um relatório do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) concluiu que se o Ocidente não entender que a indústria de renováveis precisa de apoio, a China deve dominar a produção. Procurado, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que está acompanhando de perto a indústria eólica nacional e adotando medidas concretas para manter os investimentos, como, por exemplo, os leilões de transmissão e a Medida Provisória que encaminhou em abril para impulsionar as energias renováveis. Na avaliação do professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), Nivalde de Castro, este é um fenômeno econômico que causou um excesso de oferta motivado pelas vantagens de subsídios desnecessários oferecidos aos segmentos eólico e solar, criando um descompasso entre oferta e demanda. “Para a situação da indústria eólica, a saída é a exportação. No médio prazo, o setor de hidrogênio vai gerar uma demanda, com isso, abre um cenário de novos investimentos. Outro caminho é trazer alternativas de demanda com grandes consumidores, como grandes ‘big techs’, que podem vir para o Brasil, porque são eletrointensivas e a energia barata e renovável é um atrativo para elas”, diz Castro. Crescimento na geração de energia renovável Desde quando chegou ao Brasil, em 2017, a empresa cresceu quase 60 vezes, saindo de 58 MW de capacidade instalada para 3,4 GW atualmente. A controlada do governo central da China começou com a compra da Pacific Hydro; meses depois arrematou, por R$ 7,18 bilhões, a usina de São Simão; em 2020 comprou uma fatia dos projetos termelétricos GNA I e GNA II, além da participação nos futuros projetos de expansão GNA III e GNA IV; e em 2024 encerrou o ciclo de R$ 2 bilhões em um complexo solar que soma 738 MWp. A SPIC aposta também em projetos de hidrogênio e em eólicas em alto-mar (offshore) nos portos de Açu e Pecém, mas a falta regulação impede uma decisão mais decisiva seja tomada. Fonte: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2024/06/05/spic-vai-investir-r-780-milhoes-em-novo-parque-eolico.ghtml
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