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UHE São Simão conclui a modernização da terceira unidade geradora

22 de setembro de 2026

O programa de modernização da Usina Hidrelétrica São Simão, localizada na divisa entre Goiás e Minas Gerais, alcançou mais um marco importante. Em parceria com a GE Vernova, concluímos a renovação completa da terceira das seis unidades geradoras do complexo. A iniciativa integra um investimento superior a R$ 1,2 bilhão, realizado ao longo de dez anos, destinado à modernização integral da usina, abrangendo desde a infraestrutura eletromecânica até os sistemas de controle.

Cada entrega fortalece o nosso caminho de evolução. As lições aprendidas ao longo do programa tornam nossas equipes ainda mais integradas e ajudam a avançar com mais eficiência e segurança a cada etapa. 

Modernização em larga escala

Com 1.710 MW de capacidade instalada, São Simão fornece energia para aproximadamente 6 milhões de residências e é um ativo fundamental para o setor elétrico brasileiro. O programa está estruturado em sete grandes pacotes, que vão da substituição de transformadores e da reforma das pontes rolantes à completa transição dos sistemas de controle.

A iniciativa aumenta a eficiência, a confiabilidade e a segurança da usina, estendendo a vida útil dos equipamentos e garantindo excelência operacional por mais três décadas. É um investimento na longevidade do ativo e na continuidade de uma geração de energia limpa e confiável para o país.

Engenharia e execução do projeto

A modernização é executada por um consórcio liderado pela GE Vernova, que gerencia todo o processo de engenharia, integração, instalação e comissionamento dos sistemas principais da usina, incluindo turbinas, geradores e equipamentos auxiliares. A Powerchina participa com o fornecimento dos sistemas hidromecânicos, do SDSC e dos sistemas elétricos e mecânicos de BOP.

O projeto envolveu desafios logísticos e de engenharia de alta complexidade. Somente a fase de desmontagem levou aproximadamente três meses. Ao longo do processo, as equipes movimentaram estruturas de grande porte, com peças de até 410 toneladas, além da operação de um portão de vagão de 12 metros de altura. A UG3 foi entregue em 10,3 meses, prazo menor que o registrado nas unidades anteriores e abaixo do limite regulamentar de 12 meses estabelecido pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“As lições aprendidas durante as modernizações das unidades geradoras anteriores nos permitiram aplicar na prática a melhoria contínua, que é uma das premissas da nossa companhia. Além disso, estamos capturando sinergias com o projeto de ampliação da usina, a futura UG7”, destaca Adriana Waltrick, nossa CEO. Segundo ela, mesmo com equipes distintas dedicadas a cada projeto, as duas frentes operam com processos similares, compartilham recursos e mantêm colaboração constante para assegurar a excelência e a segurança das obras.

“A UHE São Simão é um ativo fundamental para a energia do país. Concluir esta etapa desafiadora, bem abaixo do prazo médio de mercado, reforça a capacidade técnica do nosso time”, afirma Claudio Trejger, CEO de Hydro Power da GE Vernova América Latina. Para ele, a colaboração com a SPIC Brasil demonstra como a reforma eficiente de usinas existentes é hoje uma das formas mais inteligentes e competitivas de garantir a segurança energética nacional e atualizar a infraestrutura do setor elétrico.

Transformação digital da usina

A mudança mais profunda do programa está nos sistemas de controle, que deixam uma arquitetura analógica para operar em uma plataforma 100% digital. A transição estabelece um novo padrão de desempenho para o ativo, ampliando a confiabilidade dos sistemas, qualificando o monitoramento da operação e melhorando as condições de manutenção.

Ao integrar engenharia especializada, tecnologia proprietária e um foco unificado na excelência operacional, o projeto assegura que São Simão opere com confiabilidade superior pelos próximos 30 anos.

Próximas etapas do programa

Com a entrega da UG3, o cronograma segue avançando e as equipes já se preparam para a paralisação da UG1, quarta unidade a iniciar o ciclo de modernização. Em paralelo, conduzimos o projeto de ampliação da usina, a futura UG7.

Modernizar um ativo em operação é uma forma de manter 1.710 MW disponíveis para o país com mais eficiência, mais confiabilidade e mais segurança. Até 2029, seguimos avançando unidade a unidade, com o compromisso de entregar uma usina mais moderna, mais digital e preparada para o futuro da energia no Brasil.

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