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Da transição à energia renovável: o que esperar do mercado de energia no Brasil em 2023?

23 de maio de 2023

A energia no Brasil se destaca pelo potencial que as fontes naturais têm para o processo de geração, proporcionando um equilíbrio maior com o meio ambiente.

Quando o assunto é energia renovável, o Brasil sabe tirar de letra como poucos lugares no mundo. O país se destaca, principalmente, por meio de suas fontes naturais, que apresentam uma excelente perspectiva de crescimento para os próximos anos.

Segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), 2023 deve ter a maior expansão na matriz de geração desde dezembro de 1997 – 10,3 GW. A explicação se dá pelo aumento de usinas solares e eólicas, essenciais para gerar energia no Brasil.

Quer saber mais detalhes do tema e entender o que 2023 reserva para os brasileiros? Continue a leitura deste conteúdo!

A transição energética no Brasil

O Brasil é um país privilegiado que sabe potencializar o uso de fontes naturais para a geração de energia: 48% da matriz energética nacional é constituída por recursos renováveis. Já a média mundial é de apenas 14%.

A diferença fica mais evidente se levarmos em conta a matriz elétrica, que consiste na geração de energia elétrica. Nesse contexto, o Brasil apresenta 85% de opções limpas contra 30% da média mundial.

Esses dados fazem parte de um estudo da IEA (Agência Internacional de Energia, traduzido do inglês). Eles ressaltam um papel de equilíbrio da energia no Brasil se tratando do movimento de transição energética que deve acontecer em outros países.

O que esperar da energia do Brasil em 2023?

A expectativa é por um mercado de energia no Brasil em alta. Dessa forma, potencializado pelos recursos renováveis e o crescimento de fontes importantes para a geração. 

1. Energia solar em alta

Gerar energia a partir do sol tem sido sinônimo de crescimento e sustentabilidade. Não à toa, no último ano, a energia solar se tornou a segunda maior fonte do país.

  1. Hidrelétricas – 109.719 MW;
  2. Solar Fotovoltaica – 23.854 MW;
  3. Eólica – 23.765 MW;
  4. Gás Natural – 17.450 MW;
  5. Biomassa e Biogás – 16.673 MW;
  6. Petróleo e outros fósseis – 8.646 MW;
  7. Carvão Mineral – 3.583 MW;
  8. Nuclear – 1.990 MW.

Fonte: ANEEL

A energia solar é essencial para reduzir gases do efeito estufa. Um estudo da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) mostrou que o aumento no uso de painéis fotovoltaicos evitou a emissão de 33,3 toneladas de CO2.

Projetos solares da SPIC Brasil

  1. Usina Solar Panati (Jaguaretama/CE) – 292 MWp de capacidade instalada com capacidade para atender 350 mil residências por ano;
  2. Complexo Solar Marangatu (Brasileira/PI) – 446 MWp de capacidade instalada e previsão para abastecer 550 mil residências.

Ambos com a previsão de início em 2024, destacando a responsabilidade socioambiental da SPIC Brasil aliada aos pilares de pesquisa, inovação e desenvolvimento de projetos.

2. Segurança energética

O conceito de segurança energética está ligado à disponibilidade de recursos para gerar a energia. Se há o suficiente para manter um lugar abastecido, bem como se os preços estão sob controle. 

A energia no Brasil apresenta um perfil de segurança maior comparado a outros lugares, como a Europa, dependente do gás e petróleo de Rússia e Ucrânia, que estão em guerra. Para aumentar a segurança energética, é fundamental diversificar a matriz.

3. Hidrogênio verde

O hidrogênio verde pode ser obtido em usinas de energia solar, eólica e biomassa por meio de processos que não envolvem a emissão de carbono. Ele é tido como o combustível do futuro, pois ajuda a reduzir o efeito estufa ao garantir um equilíbrio com o meio ambiente.

Existem desafios que precisam ser superados para que o hidrogênio verde faça parte da matriz brasileira, como a produção, o transporte e a regulamentação. O Nordeste tem um alto potencial de protagonismo devido à localização estratégica dos portos para exportação.

4. Abertura do Mercado Livre

Um assunto que também deve estar em alta é o Mercado Livre de Energia. Nele, o consumidor tem a chance de negociar as condições de contratação da energia – avaliar quantidade, quais as fontes de energia e também os preços que podem ser pagos.

Geralmente, as negociações nesses mercados atendem grandes empresas, pois a demanda energética necessária deve ser acima de 500 KW. Entretanto, um projeto de lei visa abrir para consumidores menores, como residências e pequenos comércios.

5. Digitalização do setor

A digitalização caminha de mãos dadas com a sustentabilidade, pois a modernização do setor é responsável por trazer eficiência aliada à economia. Isso significa encontrar tecnologias que otimizem o processo de transição energética e uso de fontes limpas.

As fontes renováveis já são uma realidade da energia no Brasil. Diferente do restante do mundo, em que o processo está caminhando, nosso país possui uma situação mais tranquila e tem a capacidade de se tornar um protagonista mundial.

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