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Adriana Waltrick participa de seminário da Folha sobre transição energética

27 de fevereiro de 2024

A CEO da SPIC Brasil foi uma das painelistas no evento que celebrou os 103 anos do jornal, e discutiu os desafios e papel das empresas nesse processo.

Na manhã de 19/02, a CEO da SPIC Brasil, Adriana Waltrick, participou do seminário “Energia limpa: a transição energética no Brasil”, promovido pela Folha de São Paulo em comemoração aos seus 103 anos.

O evento reuniu executivos para um debate sobre o futuro da energia no país abordando soluções verdes para alavancar o Brasil como líder da transição energética mundial, além das principais barreiras a serem superadas para acelerar esse movimento,

Adriana integrou a mesa 2 do debate, mediada por Ana Estela de Sousa, editora de economia, junto a Alexandre Baldy, da BYD no Brasil, Luciana Costa, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Hartung, Presidente da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), e Rafael Tello, da Ambipar.

Continue lendo o post e confira mais detalhes da participação da CEO da SPIC Brasil no seminário!

Marco do Hidrogênio

Para alcançarmos a transição energética é preciso superar diversos desafios. Para Adriana, o principal deles é olhar com atenção para a área de regulação, e entender as metas e novas formas de gerar energia no país, como no caso do hidrogênio verde (H2V) – conhecido como o combustível do futuro – e da geração de energia eólica offshore.

“O Brasil já está em 2050. Nós olhamos para o marco das offshores e do hidrogênio verde para entender como armazenar, transportar, licenciar e regulamentar essa nova indústria”, comentou Adriana durante o painel.

O hidrogênio verde é uma das linhas de pesquisa da SPIC no Brasil, dentro do programa de PDI ANEEL. Em parceria com o Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica), finalizamos recentemente o 1º projeto conceitual do país de uma planta multipropósito de hidrogênio verde e amônia verde (NH3V).

Com isso, geramos dados valiosos para futuras aplicações do H2V, como armazenamento energético e transporte, e vamos ajudar a descarbonizar diversos setores da nossa economia.

Debates sobre transição energética no Brasil

Adriana também ressaltou as fortes mudanças globais que a transição energética irá gerar. De acordo com ela, “isso traz uma nova ordem econômica global. O Brasil tem todas as condições competitivas para liderar esse processo”, destacou. Luciana Costa, do BNDES, também reforçou o enorme potencial brasileiro na geração de energia sustentável, com foco no biometano.

“O Brasil é um país que tem vantagens comparativas combinadas como nenhum outro. Podemos ser um dos cinco maiores produtores de biometano do mundo”, afirmou a executiva.

Para Rafael Tello, da Ambipar, é preciso ter em mente três pontos importantes para antecipar possíveis erros quando falamos de transição energética.

Governança, incentivos corretos e clareza de como levamos nossos diferenciais comparativos para que sejam percebidos como diferenciais competitivos são fundamentais”, afirmou.

Segundo o ex-governador do Espírito Santo e presidente-executivo da Ibá, Paulo Hartung, uma das barreiras está na falta de pragmatismo na política de subsídios à indústria brasileira.

“Não tem problema descontinuar uma política pública que está dando errado, para investir em uma que pode dar certo. Nós, brasileiros, precisamos aprender a fazer isso”, comentou o executivo durante o evento.

Já para Alexandre Baldy, Conselheiro Especial da BYD no Brasil, a regulação é um ponto essencial para qualquer investidor estrangeiro no país.

“O aspecto regulatório é fundamental para uma decisão de investimento efetivo. O principal desafio é dar tranquilidade para o investidor”.

Seguimos no centro dos debates para acelerar a transição energética brasileira, somando muita energia na construção de um futuro mais sustentável e eficiente!

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